|

Tropas federais ficarão o tempo necessário na Maré, diz Cardozo

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, fala sobre a atuação das Forças Armadas no Complexo da Maré

Os detalhes técnicos da intervenção, inclusive o número de soldados e a duração da intervenção, serão definidos em outra reunião da cúpula de segurança

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pediu ontem a intervenção das Forças Armadas no Complexo da Maré, na zona norte do Rio. O pedido de intervenção se baseia na Garantia da Lei e da Ordem (GLO), instrumento previsto na Constituição Federal que dá poder de policiamento às Forças Armadas.

A solicitação foi feita ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que estava acompanhado do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi. “É uma situação definitiva a presença do Estado na comunidade. As forças federais ficarão o tempo que for necessário [na área]”, disse o ministro.

Os detalhes técnicos da intervenção, inclusive o número de soldados e a duração da intervenção, serão definidos em outra reunião da cúpula de segurança estadual com representantes dos ministérios da Justiça e da Defesa. O encontro ocorreu no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) no Rio de Janeiro.

Ao justificar o pedido, o governador afirmou que eles têm relação direta com os ataques recentes às unidades de Polícia Pacificadora. O pedido, segundo ele, reforça a vontade do governo de cumprir o cronograma de instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora na Maré no segundo semestre.

“É um passo decisivo para a segurança, em uma área estratégica do Rio, pelo ir e vir nas linhas Vermelha e Amarela, na Avenida Brasil e na Transcarioca, que passam por ali e por uma população trabalhadora que vive ali”, disse o governador.

Cabral também disse que o complexo hoje serve de refúgio para vários tipos de crime.

 

Comente!

Spam Protection by WP-SpamFree

Premium WordPress Themes