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‘Monsieur de Consul à Curityba’, canção premiada e desconhecida

 

O médico curitibano Paulo Furtado tem em mãos um documento de muito valor histórico e cultural para a cidade. Trata-se da partitura original da canção “Monsieur Le Consul à Curityba”, ganhadora do primeiro Grande Prêmio da Canção Francesa, de 1950. A descoberta foi feita em 15 de junho de 1964, pelo tio de Paulo, o dentista curitibano Arlindo Furtado, hoje residente no Rio de Janeiro. A intenção dos dois é doar o registro a um museu local para que todos os curitibanos tenham acesso a parte dessa história, de 62 anos, praticamente desconhecida.

TUDO OBRA DO ACASO…

Como conta o médico, na década de 60 o tio, graduado em odontologia, foi a Paris para fazer uma especialização. Os colegas do instituto onde Arlindo estudava na França sabiam que ele era de Curitiba e certa vez, em uma brincadeira, perguntaram se ele não seria o cônsul de Curitiba. Foi assim que ele ficou sabendo da história dessa música, premiada no grande Prêmio da França, de 1950, no cassino da cidade de Deauville, norte de Paris. Curioso, ele foi atrás e percorreu os Bouquinists (espécie de quiosques de livros e discos antigos) nas margens do Rio Sena, até que encontrou a partitura original e o disco, conta Paulo.

… SERIA “SAMBA LENTO”…

Maurício Gomm Santos: depoimento do neto.

A canção tem a música assinada por Marc Hevral e a letra de Fernand Vimont e Henry Le Marchand. A mesma já foi regravada por, pelo menos, outros quatros artistas e gravadoras diferentes.

Classificada como um samba lento, a letra da canção, em resumo, fala de alguém que está no Brasil em uma cidade pequena e charmosa, um canto tranquilo onde a vida é doce e que se chama Curitiba.

Em cada linha da partitura, é descrita como vive bem a pessoa que, na música, é chamada de senhor cônsul de Curitiba

O cônsul de que fala a canção era o cônsul da Inglaterra em Curitiba Blas Gomm que recebeu em sua casa o autor da canção. A casa é aquela tombada pelo Patrimônio e que foi removida do seu local original e o grande terreno naquele tempo, todo belamente ajardinado de que fala a canção é o local onde está atualmente o shopping center na avenida do batel .

Leia, a seguir, a opinião de Maurício Gomm Santos, neto do cônsul inglês Harry Blass Gomm, homenageado pela música “ Monsieur Le  Consul…”:
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/OPINIÃO DE VALOR


MONSIEUR LE CONSUL À CURITYBA…

…SA FEMME, LA DANSE

ET LE QUARTIER BATEL

Por Maurício Gomm Santos, cidadão curitibano e neto orgulhoso

https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=S68UYjSOHiE

 Com indisfarçável satisfação e emoção, chegou-me o vídeo da música “Monsieur Le Consul à Curityba, bem como o texto do caminho percorrido em 1964 pelo dentista Arlindo Furtado, tio do médico curitibano Paulo Furtado, para recuperá-la. A música ganhou o prêmio no festival de Deauville na França em 1950, e, como diz no texto do email recebido, homenageia meu avô, Harry Blas Gomm, industrial e consul inglês em Curitiba durante as décadas de 40 e 50. De forma lúdica e cândida, a letra descreve alguém que está no Brasil em uma cidade pequena e charmosa, um canto tranquilo onde a vida é doce e que se chama Curityba. Cresci com minha mãe comentando esta música. Ouvi várias vezes a sua história, mas somente agora, através do lado positivo da internet, escuto a canção, em melodia ingenuamente bucólica. A conquista do prêmio em Deauville pode ter sido um dos primeiros reconhecimentos internacionais de nossa Curitiba.

De fato, a casa – chamada por todos da família como a Casa do Batel – onde residiram minha bisavó Isabel Withers Gomm e meus avós Harry Blas Gomm e Luisa Bueno Gomm, marcou época em Curitiba. Situada no meio de um bosque, e, como diz a letra da música, entre magnólias e resédás, foi palco de diversas reuniões da sociedade curitibana no genuíno estilo open house. Muitos estrangeiros que visitavam Curitiba desfrutavam da hospitalidade do casal Gomm. Nela, no início dos anos 50, meus avós celebraram, em tempo real, a coroação da Rainha Elizabeth II. A Casa do Batel recebeu a clínica do saudoso médico Egas Izique antes de ser vendida, em meados dos antos 80, aos empresários Salomão Soifer e Gustavo Bermann. Em um passado mais recente, sediou uma das primeiras edições da Casa Cor. Os momentos ímpares da Casa do Batel que espelham a Belle Époque em Curitiba, e sobretudo sua história e arquitetura peculiar estilo Nova Inglaterra, levaram a seu tombamento pelo Patrimônio Histórico Cultural.

AVÓ LUISA GOMM

A fase áurea da Casa do Batel teve direta participação da minha vó Luisa Gomm. Poliglota – falava fluentemente 6 idiomas – em decorrência de funções diplomáticas de sua pai, o embaixador Lucillo Bueno, foi a primeira mulher a tirar o brevet no Paraná. Apaixonada por esportes, sagrou-se a primeira campeã de golf do Paraná, além de adepta da prática do tênis, esgrima e equitação. Mas, sua vida e obra foram (bem) mais além: Na época de isolamento das populações do interior por falta de estradas, Luisa Gomm realizou formidável empenho na construção de campos de pouso em diversos pontos do território nacional e idealizou a organização de centros de assistência sanitária para trazer auxílio médico às populações rurais, cujo modelo foi adotado por diversos Estados brasileiros. Como aviadora, Luisa Gomm, foi escolhida em 1949 para conduzir o avião italiano “Angelo dei Bimbi” que atravessou o Atlântico com propósitos humanitários. Em reconhecimento aos serviços prestados, em 1967, o governo italiano condecorou-a com a Ordem do Mérito Civil no grau de Cavalheiro. Como “General Manager of the Art for World Friendship of Brazil”, realizou inúmeros intercâmbios de arte das crianças brasileiras com outros países, para fomentar laços de amizade das nações, então divididas no mundo pelo confronto da então Guerra Fria. Durante o I Congresso Florestal brasileiro teve sua acolhida a sua tese “Da Necessidade de Medidas Práticas na Política Florestal”, sendo que muitas das suas sugestões serviram de subsídio à legislação de proteção ao meio ambiente. Durante os anos da II Guerra M undial, integrou a 1ª. Turma de samaritanas da escola de enfermagem “Isabel W. Gomm” e teve destacada atuação, reconhecida com a outorga da Medalha de Prata da Cruz Roja Espanhola e Medalha de Mérito da Cruz Vermelha do Paraná.

ENTRE AS LÍDERES DO BRASIL

Em 1964 foi incluída entre as quinze mulheres líderes do Brasil, convidadas pelo governo dos Estados Unidos da América. No mesmo ano, o então governador do Estado do Paraná, Ney Braga convidou-a para organizar e exercer o cargo de Chefe do Cerimonial do Palácio Iguaçu. Seu curriculum é vasto, e o que mais impressiona é o fato de que suas realizações, em diversas áreas, tenham ocorrido em uma época em que o papel da mulher era essencialmente ficar no lar e para o lar. Sem dúvida, Luisa Gomm, mãe de 5 filhos, foi uma mulher à frente de sua época. E como ela costumava dizer “o importante desta vida é fazer algo pela vida em vida.” Desimcumbiu-se com maestria, elegância e humanismo a missão que a si se impôs.

O embaixador Carlos Bueno, irmão da D. Luisa Gomm, em uma de suas vindas a Curitiba, ofereceu ao então prefeito Cassio Taniguchi doar a Curitiba a réplica da escultura “La Danse” feita pela sua saudosa esposa Alicinha Pittaluga Bueno desde que instalada no local projetado para a Praça Luisa Gomm que se encontra demarcada entre as Ruas Francisco Rocha e Des. Costa Carvalho na altura do terreno do imóvel onde está sendo construído o Shopping Patio Batel. A Câmara há anos aprovara o projeto de iniciativa da então vereadora Rosa Maria Chiamulera e o decreto do executivo já foi assinado. Falta apenas ser implantada. Não me parece haver incompatibilidade com as obras civis do Shopping. Pelo contrário, valoriza e muito aquele espaço. Para se ter uma idéia do calibre da artista, as obras da Alicinha Bueno estão no Palácio Imperial em Toquio, Lincoln Center em NY e no Jardim Botânico no Rio. “A Danse”, composta por um conjunto de 4 dançarinas é baseada na obra de Matisse, acha-se à disposição de Curitiba, porém está provisoriamente guardada em depósito no Jardim Botânico do Rio de Janeiro esperando ser chamada para a Praça Luisa Gomm. Por enquanto, não se tem nem uma, nem outra. É um crime cultural!

“RESSUSCITAR” A CASA DO BATEL

No momento em que se executam as obras de construção do shopping, a tombada Casa do Batel precisa ser ressuscitada, assim como implementada a Praça Luisa Gomm, resgatando um pouco da história do local, e, por consequência da cidade. Tudo, por óbvio, sem competir, atrapalhar ou agredir a suntuosidade do Shopping. Esta é a hora de conciliar o inevitável modernismo com o incomensurável caráter histórico e cultural do imóvel. Ambos podem conviver sinergicamente. A Europa que o diga!

Parabenizo o empresário Salomão Soifer que há mais de 20 anos sonha em construir no terreno do Batel o seu “Arco do Triunfo” do setor de shopping centers. O local, no entanto, não deve apagar a história e sepultar cultura. Oxalá os Poderes Privado e Público, no momento em que celebrarem a inauguração da “jóia da coroa” dos Shopping Centers, comemorem igualmente a recuperação da Casa do Batel, e façam “dançar” na pequena Praça Luisa Gomm a obra da renomada artista Alicinha Bueno. Aqueles que conheceram e viveram no Quartier Batel – bem como as gerações futuras – hão de agradecer por ver no local o resgate da memória da Casa do Batel, do Sr. Consul de Curityba e de uma excepcional mulher que muito contribuiu com a dimensão internacional da nossa capital.

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DEPOIMENTO  DA EX-NAMORADA ALEMÃ DE JOAQUIM BARBOSA, PRESIDENTE DO STF.

Fonte: Deutsch Welle Brasil

Quando estudava na Alemanha, Joaquim Barbosa conheceu os pais de sua futura namorada, um relacionamento que começou no Carnaval de Salvador. Em entrevista à DW Brasil, a alemã contou mais sobre o ministro.

A pedagoga alemã Friederike Technau, de 44 anos, namorou o hoje presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, no final dos anos 80, durante uma estada no Brasil. Ela se lembra dele como uma pessoa “incrivelmente íntegra” e com “uma imensa energia, que brilha em todos os lugares”.

Barbosa havia conhecido os pais de Friederike na época em que estudou alemão no hoje extinto Instituto Goethe de Staufen. Quando estes foram visitar a filha, que fazia um estágio no Brasil, Barbosa e Frederike acabaram se conhecendo.

Hoje Frederike organiza passeios de grupos infantis na floresta e workshops para pedagogas que querem levar crianças ou adultos para conhecer mais de perto árvores e plantas. Além de organizar acampamentos infantis, ela acaba de abrir um jardim de infância florestal nas proximidades de Colônia.

Ela conta que não tem mais muito contato com Barbosa. “Se eu pudesse lhe dizer algo sobre seu novo cargo, eu lhe diria que ele o mereceu.”

DW Brasil: Quando você esteve no Brasil? O que você fazia no país?

Friederike Technau dirige jardim de infância florestal

Friederike Technau: Tudo começou com um intercâmbio escolar no Brasil. Eu tinha 15 anos e passei de seis a oito semanas em São Paulo. Após terminar o ensino médio, havia decidido que queria passar um tempo fora da Alemanha, respirar novos ares. Fiz então um estágio de dez meses numa aldeia da criança [Kinderdorf] em Nova Friburgo, próximo ao Rio de Janeiro. Isso foi entre 1987 e 1988.

E foi nessa época que você conheceu o ministro Joaquim Barbosa?

Correto. Ele havia conhecido meus pais quando eu já me encontrava no Brasil. Ele estudou alemão no Instituto Goethe em Staufen [sul da Alemanha], cidade de onde eu venho. Quando meus pais vieram me visitar no Brasil, fizemos uma grande viagem pelo país. E fizemos uma parada em Brasília. Na ocasião, o Joaquim nos recebeu, nos mostrou a cidade e nos falou muito sobre o Brasil e sobre a sua vida, e como ele chegou ali.

O que ele fazia na ocasião? O que ele lhe contou sobre sua vida?

Na ocasião, acredito que ele trabalhava como promotor no Ministério Público de Brasília. Ele vem – como é sabido – de uma família muito simples de Minas Gerais. O pai dele foi embora quando ele tinha por volta de 12 anos de idade. Então, além de trabalhar, quando ele podia frequentava uma escola.

Como me foi contado, quando ele ganhava uma bolsa de estudos, ele ia para a escola; quando não, ele não podia assistir às aulas. Então, em algum momento de sua vida, ele foi para Brasília. Lá ele conseguiu terminar a escola e frequentou a universidade, em parte como empregado, trabalhando de dia. No período da noite, ele cursava a Faculdade de Direito na mesma universidade. Tendo vindo lá de baixo, ele trabalhou muito para chegar onde está.

Em sua opinião, de onde vem essa força que o levou tão longe?

De onde vem essa força, eu não sei. O que eu sei é que ele tem uma imensa energia, que brilha em todos os lugares. Ele sempre expressou uma grande alegria de viver. Tem um círculo de amigos muito grande, muito legal e muito interessante. Ele tem uma boa relação com as pessoas, o que certamente dá muita força a ele.

Eu não conheço ninguém que tenha tanta energia positiva ao longo de sua vida. Ele trabalhou tanto que ficou doente, é verdade, mas essa força, essa energia esteve sempre lá. Mas eu não sei dizer de onde ela vem.

Como foi o início do relacionamento de vocês?

Ele me convidou para ir ao Rio. Eu trabalhava próximo, na aldeia infantil. Ele perguntou se eu não poderia visitá-lo no Rio de Janeiro. Isso aconteceu pouco antes do Carnaval. Isso foi em 1988. Nós nos encontramos no Rio e visitamos um ensaio de escola de samba. Conversamos muito e nos demos tão bem que ele me perguntou se eu não queria passar o Carnaval em Salvador.

Não foi fácil, mas consegui, em janeiro, uma passagem de ônibus para Salvador em fevereiro. Chovia muito no Rio e um amigo me levou até a rodoviária. Passei então um Carnaval maravilhoso e foi então que começou nosso relacionamento, lá em Salvador.

Então vocês ficaram juntos durante sua estada no Brasil?

Sim, durante a minha permanência no Brasil. Eu o visitei várias vezes em Brasília.

Você conheceu a família dele?

Ele tem um irmão mais novo, que cheguei a ver. E ele tem um filho. Na ocasião, ele tinha 4 ou 5 anos de idade. O menino vivia com a mãe, mas eles tinham um contato muito bom. Eu sei que, quando a mãe se mudou para o Rio devido ao trabalho, o Joaquim também se mudou, para estar perto do filho. Você caracterizaria Joaquim Barbosa como ambicioso?

Com certeza a ambição desempenhou certo papel, mas eu não acredito que isso tenha sido e seja o princípio norteador do Joaquim. Eu o conheci como uma pessoa incrivelmente íntegra, não só pessoalmente. Desde o nível mais pequeno até o da política mundial, ele elabora pensamentos de como o mundo poderia ser bom.

Acredito que ele seja uma pessoa muito íntegra, que não se curva a pressões, que age pela própria consciência e não pelo dinheiro ou outras pressões. Acho que ele é uma pessoa incrivelmente íntegra e sempre honesta.

E isso se refletiu no relacionamento de vocês?

Sim, com certeza. Quando voltei para a Alemanha, em outubro de 1988, Joaquim foi morar em Paris, para fazer seu pós-doutorado na Sorbonne. Ainda nos encontramos algumas vezes, mas aí entrou sua integridade: ele era da opinião de que nosso relacionamento não teria futuro devido à distância.

Quando se viram pela última vez?

Em 1996, ele me ligou para me congratular pelo nascimento do meu primeiro filho. Depois disso, não nos comunicamos mais pessoalmente. Ele me convidou para sua posse como ministro do Supremo Tribunal Federal. Mas, infelizmente, não recebi o convite a tempo.

O que você gostaria de dizer ao novo presidente do Supremo Tribunal Federal?

Eu já havia pensado em tentar me comunicar com ele de novo. Com as novas mídias, talvez isso seja possível. Mas eu ainda estou perplexa com o fato de ele ter ido tão longe. Se eu pudesse lhe dizer algo sobre seu novo cargo, eu lhe diria que ele o mereceu.
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CARTAS

GENTE DE COMUNICAÇÃO

Caro Aroldo: fiquei cativado, como você, pela perfeita festa dos 40 anos da OpusMúltipla. E não resisti a duas coisas: primeiro devorei todo o livro do “Paulo Vitola & Equipe” na mesma madrugada. Segundo, fui visitar o José Dionisio Rodrigues na última sexta-feira, vestido com uma camiseta (anexa) que criei especialmente para esse encontro, sensibilizado à perfeição daquele evento em todos os sentidos, inclusive revendo figuras como Pedrinho Sartorelli, Ruy Werneck, Lee Swain, Solda, Desidério Pansera e tantas outras figuras queridas agregadas ao meu passado na publicidade com a Digital. Uma festa tão harmoniosa, que não havia sequer um daqueles “chatos” que gostam – sem ser chamado – de pegar no microfone e fazer também o seu “discurso”. Assim, o “Ideias que Funcionam” é absolutamente verdadeiro, o pois a festa dos 40 anos no Museu ON provou que a OpusMúltipla é capaz de fazer “até milagre para santo de casa”. Abraços, Luiz Renato Ribas, Curitiba.

QUEM FAZ A DIFERENÇA

A propósito de brasileiros notáveis, aos quais a coluna citou recentemente, no caso do STF, o empresário Hélio Cadore escreve: Gente que fez e faz toda a diferença!  Por isso acredito no nosso amado Pais, apesar de tantas mazelas patrocinadas por alguns salafrários de plantão!  Abraço e bom fim de semana, Hélio Cadore, Curitiba.

 


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Esta coluna é publicada diariamente no jornal Indústria&Comércio.

Para acessar a coluna diretamente, basta acessar

http://www.icnews.com.br/editoria/colunistas/aroldo-mura

 

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