Paiol festeja com Walter Franco
O Teatro Paiol e o músico paulistano Walter Franco comemoram 40 anos de vida dedicada ao público. Para a dupla celebração, organizada pela banda Maxixe Machine, haverá show nesta sexta 4 e sábado, e o compositor apresentará sucessos como Coração Tranquilo, Respire Fundo, Vela Aberta, a polêmica Cabeça, música defendida no Festival Internacional da Canção de 1972 e, ainda, como presente-surpresa, duas canções inéditas que fez em parceria com Paulo Leminski, Signo e Is not rock’n roll.
“Maxixe convida Walter Franco e Diogo Franco” nasceu do projeto, aprovado pelo edital da Fundação Cultural de Curitiba, de dividir o palco com um nome relevante da música brasileira. Luiz Ferreira, violonista do Maxixe, diz que inicialmente houve a preocupação do público desconhecer Walter Franco, mas a vontade de estar com ele no Paiol foi determinante. E ele vem com o filho Diogo Franco, também cantor e compositor, que transita entre a simplicidade da voz e violão a baladas psicodélicas.
A primeira música de Walter Franco a participar de um festival foi Não se Queima um Sonho, cantada por Geraldo Vandré. Mas seu grande momento foi Cabeça, música fora dos padrões da época, baseada em vozes superpostas e repetições de fragmentos da letra. A vaia deu-se durante todas as apresentações no festival, mas o júri gostou da proposta estética. E era formado por Nara Leão, Roberto Freire, Rogério Duprat e Décio Pignatari. Às vésperas da final, a TV Globo, supostamente em decorrência de pressões da ditadura militar, demitiu todo o júri, que, segundo Duprat, estava disposto a premiar a música de Walter com o primeiro lugar. Para Piazzolla, Cabeça era “uma revolução!”.
Imperdível: nesta sexta e sábado, dias 4 e 5, às 21h, no Teatro Paiol.
Ingressos a 20 e 10 reais.
Classificação etária: 12 anos.
Duração 75 minutos.
Fone 3213-1340.