Produtores e artistas questionam Fundação Cultural

Artistas plásticos, escritores, músicos e o pessoal das artes cênicas, todos andam aflitos, em Curitiba, com relação ao futuro. Vários grupos, por isso, já estão se articulando para pleitear, junto aos prováveis candidatos à Prefeitura, uma definição clara da política de incentivo à cultura em suas plataformas políticas. O que no momento aflige a “inteligentzia” araucariana são divergências de informação acerca do montante que seria destinado ao patrocínio de iniciativas culturais na cidade, via editais de fomento da Fundação Cultural de Curitiba. A reclamação é a de que, até agora, já terminando o primeiro quadrimestre do ano, a direção da FCC não prestou esclarecimentos aos produtores e artistas da cidade, que invocam a Lei n. 12.527 de novembro de 2011.
A FCC, ouvida pela coluna, disse, na palavra de sua Coordenadora de Comunicação Social, que todas as indagações já formalizadas, especialmente as do advogado André Alvez, foram respondidas. No caso de André, o ofício da Fundação é de 13 de abril último. E mais: Mariana aponta o site Curitiba Aberta para a leitura e conhecimento de todos os interessados em saber como a Fundação aplica os recursos destinados às atividades culturais.
REDUÇÃO DRÁSTICA
O estopim a deflagrar o desassossego foi o boato de que o valor destinado pelas empresas privadas à cultura em Curitiba, seria reduzido drasticamente, sem nenhum aviso prévio.
A produtora cultural Dayana Cordova, atuante na área de patrimônio e artes visuais, foi uma das que buscou a confirmação, ou não, dos rumores, junto à FCC. Diante dos boatos de que o dinheiro do Mecenato Municipal de 2012, iria acabar. a Fundação, por meio de nota oficial, afirmou que o dinheiro para captação em 2012 estaria sendo dividido em duas parcelas, com metade prevista apenas para o segundo semestre. Como há tempo clamam por um verdadeiro planejamento orçamentário, bem como por mais transparência nos gastos realizados pela FCC, artistas e produtores continuam inquietos e reivindicam mais informações.
CARTA ABERTA À FCC
André Alvez Wlodarczyk, advogado na área cultural e membro do Fórum Paranaense de Música, é um dos responsáveis pela redação final de carta aberta, na qual os agentes culturais de Curitiba expressam seu inconformismo pela ausência de definições mais claras quanto ao montante de recursos que serão disponibilizados e os critérios de distribuição, Segundo André, trata-se de “momento único para a cultura da cidade, onde os agentes culturais estão envolvidos e se conscientizando sobre questões cruciais envolvendo verbas públicas e buscando maiores informações junto ao poder público”. “O que eu estou sentindo é um acorda em Curitiba, do tipo ‘opa, esse dinheiro é público, esse dinheiro é nosso, a gente está repassando isso para o Estado, no sentido amplo, seja município ou estado mesmo, e ele está devolvendo isso pra gente agir e transformar isso em cultura’.
ESCLARECIMENTO SOBRE A GESTÃO DOS RECURSOS
Dizem os signatários da carta que apenas querem saber como está sendo administrado o dinheiro. E acentuam que não se trata de uma afronta ou algo como querer “encurralar” a Fundação. “Não é um protesto, é simplesmente um pedido de esclarecimentos para que a classe cultural saiba exatamente de onde vem e como é aplicado o dinheiro para a cultura.” Segue a íntegra do documento:
Na qualidade de profissionais militantes no segmento cultural, representados nesta missiva pelas diversas vertentes e manifestações culturais atuantes em Curitiba, como munícipes e cidadãos preocupados com os encaminhamentos das políticas públicas reservadas à cidade, precipuamente pela Fundação Cultural de Curitiba, servimo-nos da presente para indagar e solicitar, na forma que abaixo segue:
Em função da falta de esclarecimentos no que tange à dotação do município de Curitiba no exercício de 2012 relativa à cultura e considerando a Lei n. 12.527 de 18 de Novembro de 2011, que garante a todos o acesso às informações de interesse público, solicitamos o Planejamento Financeiro da Fundação Cultural de Curitiba para o presente exercício, observando, em especial, as seguinte informações:
1) Percentual da arrecadação municipal destinado à cultura, bem como montante em reais correspondente ao mesmo.
2) Esclarecimento dos gastos com a estrutura da Fundação Cultural de Curitiba,
3) Montante total disponibilizado para o Mecenato Subsidiado e para o Fundo Municipal de Cultura (Lei Municipal de Incentivo à Cultura/Programa de Apoio e Incentivo à Cultura).
4) Especificação do montante a ser destinado a cada segmento cultural.
5) Valor já liberado pela Secretaria de Finanças para o primeiro semestre deste ano, bem como o montante e a data em que será liberada a segunda etapa dos recursos referentes ao Mecenato Subsidiado. No que tange a este item, solicitamos também que a “estratégia” de repasse de recursos “em duas etapas” seja justificada, tendo em vista o fato de que a inviabilidade da abertura da captação de projetos nos próximos meses dificulta a realização dos mesmos, em especial daqueles projetos cujo prazo de captação finda em meados do segundo semestre do presente ano (projetos estes aprovados no edital do Mecenato Subsidiado de 2010).
OUTROS ITENS
6) A quantidade de projetos aprovados no Mecenato Subsidiado aptos a serem captados no presente momento e cujo início da captação está pendente, bem como o valor global desses projetos.
7) Quantidade de projetos aprovados no Mecenato Subsidiado cujo prazo de captação encerra ainda em 2012 e o valor global desses projetos.
8 ) Explicitação de quais editais do Fundo Municipal da Cultura estão previstos para este exercício, bem como do orçamento de cada um deles, especificando os valores a serem repassados diretamente para os projetos contemplados e os valores relativos às chamadas “verbas de apoio”.
Além do Planejamento Financeiro da Fundação Cultural de Curitiba para o exercício de 2012, com especial atenção aos pontos acima elencados, solicitamos ainda as seguintes informações
E MAIS:
9) A dotação do município para a cultura dos últimos 5 (cinco) anos, bem como o montante destinado para o Fundo Municipal de Cultura e para o Mecenato Subsidiado em cada um desses anos.
10) Porcentagem de projetos aprovados no Mecenato Subsidiado não captados e, portanto, não realizados, nos últimos 4 editais.
11) Prestação de contas das chamadas “verbas de apoio” dos Editais do Fundo Municipal do exercício de 2011.
Tendo em vista o fato de que o Art. 11 da Lei n. 12.527 de 18 de Novembro de 2011 prevê que o “órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conceder o acesso imediato à informação”, solicitamos que as informações aqui demandadas sejam apresentadas em um prazo máximo de dez dias corridos. Informamos que 231 pessoas assinam o presente documento.
RESPOSTA DA FUNDAÇÃO CULTURAL:
A Coordenadora de Comunicação Social da Fundação Cultural de Curitiba, Mariana Leodoro, informou à coluna, a propósito das reclamações citadas acima: a) todas as indagações foram respondidas ao interessado em ofício dessa Fundação, em 13 de abril corrente; b) todas as contas e recursos da FCC – assim como de todos os organismos da Prefeitura Municipal de Curitiba – estão à disposição da comunidade, no site Curitiba Aberta (www.curitibaaberta.curitiba.pr.gov.br); c) eventuais dúvidas que persistirem poderão ser dirimidas em contato com a Coordenação de Comunicação Social da FCC, que se coloca às ordens da comunidade cultural.

AINDA DA FAMÍLIA GHIGNONE

Hélio Puglielli: recordações de ancestrais
Hélio de Freitas Puglielli, professor emérito da UFPR, escritor e jornalista, escreve sobre o depoimento de “Nino” Ghignone, que a coluna publicou na sexta, 27. Trata-se de amplo apanhado feito por um dos filhos de João Ghignone, o patriarca livreiro e também sobre o casal pais do patriarca, , raiz de toda a família.
Hélio Pugliell, quer também tem sangue Ghignone em sua árvore genealógica, faz pequeno reparo, mas considera oportuno o depoimento. A correspondência de Puglielli chegou à coluna depois da publicação do testemunho de “Nino”:
“ Aroldo: Bom o depoimento do “Nino”. Vale a publicação. Tem erros factuais que só percebe quem é da família Dall’Igna (não é absolutamente relevante para o público; por isso não corrija nada, mesmo porque não se altera depoimento). Só pra você saber: minha avó materna não se chamava Ângela, e sim Angelina (tenho a certidão de nascimento). Dos 5 filhos homens de meu bisavô Amadeu, três eram realmente altos e muito fortes (por ironia morreram cedo) e os outros dois (os únicos que conheci, e bem) não eram muito altos e nem muito fortes, mas se revelaram longevos. Coisas da vida. Hélio”
“HELENA” SERÁ CONHECIDA DIA 19

Adélia Lopes: entrevista com Kolody
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Finalmente, dia 19 deste maio, às 10 horas, no MON, será conhecida a primeira edição da revista “Helena” (116 páginas), da Secretaria de Cultura do Estado.
O nome é homenagem à nossa poeta maior, Helena Kolody.
A coordenação editorial foi entregue ao escritor Ernani Buchmann, o que, de saída, indica que se trata de produto cultural de qualidade.
E mais: a edição de estréia centra-se, em parte, em Helena Kolody, e outra volta-se às marcas da cultural helênica de Curitiba, com trabalhos oportunamente assinados por gente como Adélia Lopes, Adélia Woellner, Márcio Renato dos Santos, Manoel Isidro Coelho, dentre outros.
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“HELENA – 2

Márcio Renato dos Santos: Templo das Musas
Márcio Renato vai às raízes do Centro Neo-Pitagórico, abordando o endereço físico conhecido como Templo das Musas, localizado em Vila Isabel. Manoel Coelho mostra a cultura helênica presente na arquitetura curitibana.Adélia Woellner enfoca a Helena Kolody em detalhes de sua carreira poética, a partir de Cruz Machado, terra natal da poeta.
Adélia Lopes, por sua vez, dá nova vida a entrevista com Helena, feita para o jornal O Nicolau (criado e dirigido pelo sempre valioso Wilson Bueno).
Há outros colaboradores, o cardápio é amplo, parte representativa de nossa “intelligentsia” está na revista.
ESPORTE NA CBN FICA SEM ERNANI
Bastou que Ruth Bolognese noticiasse na TV e em blogs que Ernani Buchmann comandaria o espaço esportivo diário da CBN Curitiba (11h30 às 12 horas), para que o comunicador e ex-presidente do Paraná Clube fosse objeto de uma avalanche de pedidos de cronistas esportivos. Todas em busca de espaços para atuar.
Ernani agradeceu a José Wille pela indicação. Não conseguiria conciliar a nova frente de trabalho com a agenda já lotada.
OS SANTOS “GAYS”, SEGUNDO RUTH

Ruth Bolognese: repercussão
A propósito de Ruth Bolognese, a quem classifico de jornalista importantíssima em nossa realidade, tem que se reconhecer que ela tem uma fértil e ágil imaginação.
Dias atrás, ela saiu em defesa do movimento gay que resolvera “invadir” a Catedral de Maringá. Ruth ficou com os gays, o que não tem nenhum problema.
O curioso foi sua afirmação segundo a qual, sendo a Catedral “ do povo”, seria, então um bem público sujeito a “ocupações”. E sacou – rapidinho: “A própria Igreja Católica tem muitos santos homossexuais…”
A informação, verdadeira novidade para mim e para teólogos aos quais consultei, só não vale ser baseada na caricata figura de São Sebastião. Ele é apontado como “patrono” do homossexualismo, sem qualquer comprovação histórica dessa suposta homofilia.
CARTAS
MAURÍCIO SCHULMAN
Do advogado curitibano Roland Hasson, a propósito de matéria sobre Maurício Schulman, citado pela coluna como um dos personagens do livro Vozes do Paraná 4:
“Prezado Aroldo: Parabéns pela matéria sobre um dos nossos mais destacados paranaenses,o Dr. Maurício Schulman. Que bom seria se o Brasil possuísse muitos mais homens públicos de sua envergadura, dotados de conhecimentos e sabedoria e, acima de tudo, de humildade. Abraços,Roland Hasson”
RESPOSTA: espero sua presença no lançamento do livro, dia 15 de maio, no Solar do Rosário, de 19 às 23 horas.
CONGRESSO SOROPTIMISTA
“Senhor jornalista: Soroptimist International of the Americas – Região Brasil tem o prazer de convidar para a Sessão Solene de Abertura do XVI Congresso Soroptimista Internacional da Região Brasil, que se realizará no dia 03 de maio de 2012, às 19h30, no Auditorium Bourbon, Hotel Bourbon, Rua Cândido Lopes, nº 102 – Centro Curitiba – PR.