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Governo economiza valor recorde para meses de janeiro

O setor público consolidado, formado pelo governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registrou em janeiro deste ano um superávit primário de R$ 26,016 bilhões. Este valor, que é o resultado das receitas menos despesas, excluídos os juros da dívida, foi o maior resultado para meses de janeiro desde o início da série histórica do Banco Central (BC), em 2001. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29/02) pelo BC.

O resultado foi suficiente para cobrir os gastos com os juros nominais (encargos financeiros) que incidem sobre a dívida. Esses juros chegaram a R$ 19,661 bilhões. Com isso, houve superávit nominal, que são receitas menos despesas, incluídos os gastos com juros, de R$ 6,355 bilhões. O Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência), em janeiro, registrou superávit primário de R$ 20,233 bilhões. Os governos regionais (estaduais e municipais) fecharam o mês com superávit primário de R$ 5,236 bilhões. As empresas estatais, excluídos os grupos Petrobras e Eletrobras, contribuíram com R$ 547 milhões.

Segundo os dados do BC, a dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,544 trilhão, em janeiro. Esse resultado representa 37,2% do PIB, uma elevação de 0,7 ponto percentual em relação a dezembro de 2011. A previsão do BC para o mês, que era 37% do PIB, foi superada por este resultado.

A dívida líquida do setor público é um balanço de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais e das empresas estatais. Outro indicador fiscal divulgado pelo BC é a dívida bruta do Governo Geral (governos federal, estaduais e municipais e Previdência Social), muito utilizado para fazer comparações com outros países.

Por Marcio Ferreira – da redação

 

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