Internacionalização do Paraná I
O Estado do Paraná tem apresentado um perfil de um Estado com baixo nível de internacionalização na sua economia em comparação com Estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul que mostram um maior grau de internacionalização.
No entanto, convém observar que quando falamos de internacionalização não estamos somente falando da participação das exportações no PIB regional, senão o volume de empresas do Estado que tem operações e investimento direto no Exterior. Neste caso, O Paraná não apresenta um perfil de destaque.
Convém destacar que o Estado tem uma rede de instituições empresariais que atuam tentando desenvolver a internacionalização do Estado ( FIEP, ACP, Sebrae, etc.), mais este trabalho não tem tido os resultados esperado.
Segundo a minha opinião, eles estão dirigindo seus esforços para o estagio mais básico do processo de internacionalização: o aumento das exportações, pelo qual o Estado do Paraná se encontra num estagio inicial de internacionalização.
Comparativamente, o Estado de Santa Catarina esta num estagio mais avançado que o Paraná, pois uma grande quantidade de empresas ( área têxtil, metal-mecânica, Plásticos, etc., já tem operações no exterior muitas vezes superiores às que tem no Brasil.
Porque esta diferença? Acredito que a estratégia utilizada pelas empresas apoiadas pelo sistema empresarial esta na direção de não ficar somente no estagio básico da exportação, senão continuar desenvolvendo mercados com vistas a implementar operações com investimento direto, join-venture, etc.
Como exemplo podemos apresentar as empresas mais globais da America latina (Multilatinas) em 2010, segundo a Revista America Economia, na qual aparecem empresas catarinenses e gauchas, mais não tem empresas do Paraná.
Como lição desta situação se pode tirar que a ação das entidades empresariais não tem tido o resultado esperado, pois estão apontando para o estagio mais básico de internacionalização, pois se limitam a desenvolver ações de exportação e param por ali.
No entanto, este situação desfavorável se pode transformar num desafio para o novo governo do Estado do Paraná, assim como para as entidades empresariais, que precisam atuar com uma direção estratégica de longo prazo, tanto para os micro e pequenos empresários como para as empresas de grande porte, pois estas ultimas tem condições favoráveis de aumentar seu nível de internacionalização.
Na próxima coluna continuarei comentando este importante assunto, pois já se sente que algumas entidades empresariais como áreas governamentais do Estado estão acordando para desenvolver com maior eficácia a internacionalização do Paraná.
* Rene Berardi – Multivision Consultoria Internacional