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Obama, Brasil e America Latina

“América Latina tem um papel cada vez mais importante na nossa recuperação econômica”, foi definido por Mike Froman, assessor para assuntos econômicos do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.

Esta é a visão que os Estados Unidos objetiva nesta visita do Presidente Obama à America latina (Brasil, Chile e El Salvador), o prioritário são os assuntos econômicos, como forma de reativar a economia americana.% da oferta mund

America latina cada vez mais se transforma num motor de crescimento ao nível mundial, liderado pelo Brasil, sétima economia do mundo, após da crise de 2008.

Quando assumiu o Presidente Obama, America latina foi considerada como dos eixos prioritários da política externa, demonstrada na Cumbre das Américas em Trinidad y Tobago no ano de 2009 onde apresentou muitas esperanças, mais a Região ficou relativamente esquecida dois anos depois, provocado pela dedicação do Presidente Obama para solucionar os graves problemas econômicos e financeiros que implicaram no uso de quase um trilhão de dólares para salvar o setor bancário e muitas autarquias americanas.

A viagem para America latina, segundo diversos analistas, busca se re-conectar com a Região, visando principalmente o Brasil, como parceiro energético e econômico de porte, de forma a neutralizar a presença econômica da China (primeiro parceiro comercial do Brasil), Índia e Iran.

A pauta de assuntos entre o Brasil e Estados Unidos é amplia, pois vai desde assuntos de liberação de vistos até temas energéticos (participação de tecnologia e empresas americanas no Pre-Sal), bio-combustiveis ( Brasil e Estados Unidos produzem 90% da oferta mundial), militares (venda de aviões), patentes, transferência tecnologia (meteorologia), etc. E também passa por um tema de política internacional, que é o apoio ao Brasil para uma cadeira no Conselho de Segurança das Nações Unidas, pleito de grande interesse do Brasil.

Na visita ao Chile, Obama vai assinar um acordo de Energia Nuclear visando a capacitação tecnológica de técnicos chilenos nesta área, assim como acordos de colaboração em matéria de energia, ensino do inglês e reforçar a democracia e os direitos humanos. Nao podemos esquecer que o Chile é muito dependente de energia hidroelétrica, petróleo e gás, pelo qual o interesse em se prepara para desenvolver a energia nuclear.

Em geral, a estratégia do Brasil nesta visita é, primeiramente buscar confianças e empatias entre os dois Presidentes, Obama e Dilma, já que existe ainda muito boa relação entre o ex-presidente Lula e Obama; e em segundo lugar, demonstra para os Estados Unidos que o Brasil que ter uma relação de igual para igual, pelos fato que hoje o Brasil é uma potência econômica mundial com estabilidade institucional e importantes recursos energéticos.

Desta forma, Estados Unidos precisa de sócios com este perfil e esperamos que os resultados desta visita possam ser comprovados no curto prazo, pois America Latina e o Brasil não tem tempo a perder.

* Rene Berardi, Professor e Consultor em assuntos internacionais.

e-mail: rene4@ig.com.br

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