Gustavo nunca pediu intervenção no PSDB

Gustavo Fruet vai esclarecendo aos que lhe indagam sobre o se pretende que haja intervenção no Diretório Municipal do PSDB de Curitiba: “Nunca pedi intervenção”. E fala em tom didático: O que pediu, isto sim, em dezembro passado ao governador Beto Richa (em encontro em que anunciou declinar do convite para participar do Governo do Estado) foi que ele o apoiasse para presidir o Diretório Estadual do partido. O governador respondeu: “Eu serei o candidato a presidente”.
O interesse no comando estadual do partido tinha um objetivo claro: fazer um amplo trabalho de inserção e envolvimento com as bases municipais do tucanato. Nada surpreendente, nenhum mistério. Era mais o menos o óbvio esperável de um político com projetos bem definidos.
O segundo pedido, na mesma ocasião, explica Gustavo, foi para que o governador o apoiasse, então, para dirigir o Diretório tucano de Curitiba.
“Beto concordou, o que é do conhecimento de vários correligionários”, diz, dentre eles, o presidente da Assembléia, Valdir Rossoni.
INTERVENÇÃO – 2
Para Gustavo, há é alguma confusão entre intervenção no Diretório de Curitiba – que, reafirma, jamais pediu – e o comando do colegiado, que reivindicou, sim, ao governador.
Quanto aos desencontros entre Cláudio Derosso e Valdir Rossoni, observa, eles foram se ampliando nos últimas semanas. Especialmente porque a convenção municipal do PSDB foi convocada à revelia do Diretório Estadual, que não a marcou; e porque Derosso tem claro interesse em apoiar a reeleição de Luciano Ducci.
INTERVENÇÃO -3
Expressando em voz alta uma de suas melhores qualidades, Gustavo diz-me : “Paciência, não tenho como decidir…”
E sobre a possibilidade de optar por nova legenda , com ruptura partidária? Gustavo não se manifesta, o assunto parece não estar na sua agenda.
O que garante é que vai esperar o resultado do anunciado encontro que devem ter nas próximas horas o governador Beto Richa, Rossoni e Derosso.
E com o bom humor que faz outra qualidade identificadora desse político icônico de Curitiba, ele se despede com esta:
“Paciência, com as bênçãos da Quaresma…”
Ontem, a coluna tentou contato com o prefeito e sua assessoria, mas não foi possível retorno do pedido.
RESSACA
Economia e ressaca em alta. Querem um exemplo? Num supermercado da Av.Sete de Setembro, na terça-feira de Carnaval, apenas dois dos 15 operadores de caixa compareceram ao serviço. Fiscais de caixa, sumiram todas.
ELA VIVE
A leitora Suely Deschermeyer retifica nota da coluna, de dias atrás: a Sociedade Treze de Maio funciona é na Rua Clotário Portugal.E mantém programação ativa.
Ainda bem, Suely.
REDUTO
A propósito da abordagem que recentemente fiz, sobre divisões religiosas muito nítidas no bairro Campo de Santa – com 3 vilas chamadas “evangélicas” e uma, “católica” – no centro de Curitiba observa-se uma concentração de comércio predominantemente para os evangélicos. Fica ao longo da Rua Barão do Cerro Azul e Praça 19 de Dezembro. Há até loja com modas do padrão evangélico tradicional (vestidos longos, ausência de adereços e poucas cores). Sem falar em livrarias, casas de presentes, casas de instrumentos musicais, DVDs e CDs.
Bem o contrário de Campo de Santana, lá não há clima de beligerância e confronto religioso. Há, sim, é muita pressa do pessoal que transita por aquele território singular. Ele começa a partir da Catedral Metropolitana e chega à Assembléia de Deus.
SEGREDO BATAVO
Para o prefeito de Carambei, Osmar Rickli, o sucesso da colonização holandesa no Paraná se deve fundamentalmente a três fatores: cooperativismo, cristianismo e educação.
Segundo o jornalista Luiz Augusto Juk, que participou dias atrás da abertura do Ano da Holanda no Brasil (centenário da imigração em 2011), é bom lembrar que os holandeses se fixaram no Paraná há 100 anos motivados pela Brazil Railway Company. A empresa, responsável pela ferrovia que ligaria S.Paulo ao Rio Grande do Sul, requisitou-os para produzir alimentos aos que trabalhavam na obra.
Os holandeses se saíram muito bem. Um dos seus maiores troféus é a Agroindustrial Batavo, em atividade desde 1925.
SEGREDO – 2
Os núcleos holandeses, identificados sobretudo por Castrolanda, têm forte religiosidade reformada. A Igreja Evangélica Reformada, tradicional, vai-se abrindo à comunidade em geral. Em Curitiba tem templo, pastor com mestrado e doutorado na Holanda, funcionando na Rua Tabajaras, Vila Isabel.
JUSTIÇA/CINEMA
Eloi Pires Ferreira, diretor do filme “Curitiba zero grau”, que deve fazer boa carreira na tela grande, pede-me que registre – “por justiça” – os nomes dos produtores da fita, sua equipe essencial: Tilico Sirino, Salete Machado, Marcos Cordiolli e J.Olímpio.
Fez-se justiça, Eloi.
CINEMA – 2
Eloi pode um dia escrever um livro sobre a história do cinema paranaense, que começou em 1907, com Aníbal Requião.
Formado jornalista, ele já foi convidado a levantar material sobre os primórdios de nosso cinema, assunto de que se ocuparam nomes como Aramis Millarch, Valêncio Xavier e Francisco Alves do Santos (por anos, dirigiu a Cinemateca de Curitiba e tem um dicionário do cinema paranaense).
Enquanto se concentra na fita “Curitiba, zero grau”, a ser lançada no segundo semestre, Eloi não deixa de expor a tradição cinematográfica curitibana.
Recorda que Artur Roger, um empresário aficcionado na arte cinematográfica, tentou, nos anos 1920, fazer da cidade uma mini-Hollywood.
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COLUNA NA WEB E NO PAPEL
Você pode acessar esta coluna diretamente pelo www.icnews.com.br. Entrar em ‘Colunistas’. Ela é publicada originalmente, todos os dias, no Jornal Indústria e Comércio, de Curitiba.
IMPORTOU EQUIPAMENTOS
Roger estava tão obcecado com o projeto cinematográfico que fez uma grande importação de equipamentos, o que alguns entenderam como ‘loucura’ para aqueles dias.
Mas o resultado foi valioso: filmou muitos eventos, celebrações cívicas com seus desfiles apoteóticos, além de ter imortalizado desfile de Didi Caillet, nossa histórica primeira Miss.
REVOLUÇÃO DE GETÚLIO
Lembra ainda que quem conquistou espaço definitivo no mundo da história do cinema nacional foi João Batista Groff. Sua mais saliente contribuição, nos anos 1930, foi ter realizado o documentário “Pátria Redimida”. O longa metragem ganhou bilheteria e fez carreira, por sua qualidade documental. Trata-se bom apanhado de momentos únicos da Revolução de 30, aquela que levou Getúlio Vargas ao poder.
Silvio Back, com ampla filmografia consolidada na aceitação pública e crítica, corresponde a novo cinema, iniciado a partir dos 1960.
NA PRAÇA. E LIVRE
Quem está na praça e com muita bagagem de campanhas eleitorais é o publicitário Almir Feijó. No seu portfolio exibe algumas campanhas eleitorais bem sucedidas, boa parte delas para Roberto Requião, de quem não está mais tão próximo quanto alguns imaginam. Talvez até o contrário.
Conhecedores da área sabem que, afinal, é um desperdício gente do porte de Almir não estar navegando no seu oceano mais natural, a publicidade e propaganda.
COM CURRICULUM
Dom Dimas Barbosa, secretário geral da CNBB, que ontem assinou artigo sobre a Campanha da Fraternidade, na Folha de São Paulo, omite, na sua qualificação como autor do texto, ser formado pela mais rigorosa e reputada escola de alta tecnologia do país, o ITA. É também doutor pela não menos rigorosa Universidade Gregoriana, de Roma.



