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Nacional do Cavalo Árabe vai reunir 800 animais em Indaiatuba (SP)

De 17 a 21 de novembro, o Helvétia Riding Center, em Indaiatuba (SP), será palco da Exposição Nacional do Cavalo Árabe, promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Árabe (ABCCA). Nas pistas, cerca de 800 animais do plantel de elite da raça prometem um show de beleza e versatilidade em competições de halter, performance e funcionalidade. Considerado o mais importante evento do Árabe na América do Sul e uma das mais importantes mostras mundiais da raça, a Nacional reúne centenas de criadores de todas as regiões brasileiras e de vários países.

 A mostra aberta ao público oferece uma programação diversificada e inclui competições de Enduro, Tambor e Baliza, Salto, Team Penning e a Copa Nacional de Cross Country, entre outras. Além disso, estão previstas provas de Performance, Western Pleasure, English Pleasure, Traje Típico e Pleasure Driving.

 Os animais passarão pelo crivo dos juízes André Roberto M. Caio, Bill Melendez, Bob Boggs, Fábio Alberto Amorosino e Gianmarco Aragno.

 Leilão Excellence

Para quem pretende adquirir genética de qualidade, selecionada dos melhores plantéis de Árabe do País, uma grande oportunidade é o Leilão Excellence 2010, na noite do dia 20 de novembro. Serão ofertados machos, fêmeas e embriões de doadoras premiadas e produtoras de campeões. O leilão tem organização da leiloeira Star World com comando do martelo de Dudu Vaz.

Na década de 60 do século passado, o cavalo Árabe daria o galope que mudaria em definitivo sua história no Brasil. Em 1964, o mineiro Aloysio de Andrade Faria – que se transformaria num dos mais importantes banqueiros do País – importou três garanhões e seis éguas dos Estados Unidos. Faria reuniu os registros dos animais selecionados no Rio Grande do Sul e em São Paulo – incluindo os do Ministério da Agricultura – no Stud Book Brasileiro do Cavalo Árabe. Nascia, assim, a ABCCA (Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe).

Com a criação brasileira organizada, promovendo exposições, leilões e importações, a raça deu um significativo salto numérico e de qualidade genética. Em apenas uma década a ABCCA registrou o mesmo número de animais durante 35 anos para registrar antes de sua fundação. Esta fase foi até o início da década de 90 marcada por grandes importações, expansão dos criatórios por todo o território nacional e um forte trabalho de marketing feito pela Associação e pela iniciativa de criadores.

Na década de 90 aportou no Brasil, vindos dos Estados Unidos e Canadá, um grande número de animais campeões, além de matrizes produtoras de campeões, o que contribuiu de forma significativa para o melhoramento genético do plantel nacional.

Hoje, passadas quase oito décadas do primeiro registro do cavalo Árabe no Brasil, o País se transformou em referência mundial em qualidade. De importador virou fornecedor de genética e vem registrando crescimento nas exportações para países das Américas do Sul e Norte, Europa, Oriente Médio e Austrália.

A ABCCA conta com 1.000 sócios e o Stud Book brasileiro apresenta um total de 87,5 mil animais registrados, sendo 45 mil Puros Sangue Árabes, 6,5 mil Anglo-Árabes e 36 mil Cruza-Árabes.

Atrações da Nacional

Concursos de halter

Divididos por idade e sexo, os animais são apresentados na pista no cabresto, parados, ao passo e ao trote para serem analisados individualmente e comparativamente dentro de uma mesma categoria.

Os juízes buscam encontrar em cada animal o que mais se aproxima morfologicamente ao ideal da raça. No Concurso de Halter, além dos campeões por categoria e os campeões dos campeões entre fêmeas e machos também são definidos os títulos de “Melhor Cabeça”, “Prova em Liberdade” e de “Progênies de Pai e Mãe”.

 Performances

A versatilidade do cavalo Árabe é revelada nas diversificadas provas funcionais da Exposição Nacional. Na performance, as competições são divididas em estilos, e muitas vezes elas diferem umas das outras no que se refere ao adestramento, atitude e andaduras dos animais. Os competidores entram em pista juntos e cavalgando em um único sentido e no andamento solicitado pelos juízes. Além da performance do conjunto também são avaliados os arreios e equipamentos dos animais e trajes dos competidores. Fluidez e prazer no cavalgar são revelados nestas provas divididas em categoria de idade para animais e cavaleiros/amazonas.

 Western pleasure

O estilo “western” de cavalgar tem conquistado os brasileiros. A prova requer um animal tranqüilo e de requintado adestramento. A cabeça do animal deve ter colocação baixa, quase na altura da cernelha – proporcionando uma visão ampla para o cavaleiro – e perpendicular em relação ao solo para permitir que o cavalo veja o terreno. As andaduras devem proporcionar o máximo de conforto ao conjunto. O “passo” deve ser fácil, alongado e com ritmo; o “jog” (trote) um pouco mais lento que o trote normal.

Pleasure driving (prova com tração)

No Driving é mostrada toda a habilidade do cavalo Árabe como animal de tração. Seu comportamento e movimentação são muito semelhantes ao cavalo de English Pleasure, embora não seja permitido de forma alguma o galope nesta classe.

Traje típico (ou traje nativo Árabe)

Homenagem aos criadores do cavalo Árabe e a origem da raça, esta prova assemelha-se ao English Pleasure com a exceção de que o cavalo não se apresenta na andadura ao trote, mas sim ao passo, galope e galope de mão. O traje do competidor tem a maior pontuação: 25%.

English pleasure (Estilo inglês)

É uma prova com características totalmente diferentes do estilo “western”. O cavalo de English é de show e deve demonstrar muita vitalidade e presença, sem ser agitado. Seu movimento deve ser livre, com altura e alcance tanto das mãos como das pernas traseiras. A competição deve ser fácil para o cavalo e para o cavaleiro, não forçada e nem desconfortável.

São observados durante a prova: Passo – Deve ser vivo, vigoroso e consistente; Trota normal – Movimento alto e extenso como se fosse uma roda. A velocidade é média, com cadência, indicando movimentação natural e graciosa sem perder o ritmo; Trote alongado – Deve demonstrar um aumento de cobertura do solo, ou seja, maior alongamento na andadura; Cânter – Galope suave e sem pressa. A imagem é de harmonia e força controlada com leveza; Galope de mão – É um alongamento do andamento anterior e Recuo – O animal deve recuar 4 ou 5 passos em linha reta a um leve comando do cavaleiro.

Fonte: ABCCA

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